quinta-feira, 9 de junho de 2011

O poeta, o datilógrafo e o fingidor!


A pena na mão e as palavras no pensamento, era assim que o poeta escrevia
Hoje estou com um os PC na mão e dígito caracteres no teclado
Enquanto o poeta no passado da minha memória descorre pela folha suas graças
Passo a mão no mouse e corrige e escrevo uma coisa mais datilografada
Mas o poeta não desiste, é persuasivo e com a clareza da mente pinta a tinta no papel
Já eu casada de tanta luz no rosto, descanso penso um pouco o que o poeta faria?
E este atordoado com seu discípulo e embriagado no êxtase das palavras
Cria as mais belas falas de amor, de saudade, invocação e maldade
E assim a pena vence o mais hábil datilógrafo, que incansável da inexistência
De sabor em suas palavras deu vida ao poeta que tanto lhe perturbava
E largou o computador , seguiu para a pena que com ela vê a dor e essa dor não é pequena!

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