
De malas prontas para o desconhecido
De braços abertos e sem amigos
Na rodoviária esperando o futuro
Tão promissor quanto um vagabundo
Nada que me falasem iria me impedir
Precisava ir embora, queria partir
Na minha face a verdade se mostrava
Nada de medo, nada de raiva
Apenas um grande desejo
De ir embora de ir com o vento
Abrir as asas da imaginação
E poder viver no mundo então
Sem endereço
Sem telefone
Um passaporte
Um codinome
