quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rosa imaculada


A vida que me leva não sei o que direi agora, mas não posso demorar-me pois preciso ir embora, no meu leito jaz a rosa imaculada da mentira que foi contada e ficou despedaçada, o que será agora quando partir com a aurora do esplendor encantado que levará todo meu passado de martírio e loucura para uma cova escura, sem dor e sofrimento mas com um eterno frio e sem o um momento, de ver a chegada da ausente presença tua, que um dia me fez chegar neste exato momento de loucura.
Agora no meio do meu devaneio chegas tu com este olhar minguado que me faz querer- te cada vez mais, com cada gota de suor que cai do meu rosto me faz querer-te, com cada lágrima que derramas me faz querer-te, com cada raiva que proclama me faz querer-te... Porém de que adianta querer se já não tenho o meu corpo e não tenho a minha vida. Vejo-te apenas do momento em que pisou na porta e meu espectro se desprendeu do meu frágil corpo e ficou a flutuar pelo seu envolto. Mas você nem percebe não sente, fica a soluçar e a clamar que a causa de minha partida foi estritamente sua.

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